Hoje é o aniversário de 424 anos da terceira cidade + antiga do Brasil – João Pessoa, onde moro desde o ano 2000. Eis os parabéns de uma moradora apaixonada…
Uma viagem visual que começa no alvorecer. Vale a pena lembrar que entre todas as cidades das Américas, é aqui onde o sol nasce primeiro. Para quem tem pressa em fazer festa para os olhos, uma dádiva adiantada…
Clima quente e úmido, temperatura média de 28 graus, João Pessoa é uma cidade-jardim que começa às margens do Rio Sanhauá e termina aqui nas areias brancas da orla marítima. São mais de 24 quilômetros de praias urbanas, onde a luz tropical aparece em todas as estações, formando o cenário de um verde indescritível…
Difícil descrever, mas olha aí, veja com seus olhos as nuances que se misturam neste mar onde a visão se perde. Cromáticas que mudam de acordo com a luz e a estação. Para exibir os belos corais um verde que fica translúcido…
Se a história de João Pessoa começou as margens de um rio, é na orla onde se materializa o presente e a modernidade. Natureza e Arquitetura Contemporânea dividem espaço neste panorama multicolorido. Diferentes cores e linhas arquitetônicas formatam a paisagem de andares…
Cabo branco que ostenta o ponto mais oriental da Américas, o monumento arquitetônico de Oscar Niemeyer. Que exibe a barreira formada por argila e areias coloridas. Uma falésia que desafia a força das marés…
João Pessoa despontou no novo século como prenunciou o escritor José Américo de Almeida há mais de seis décadas: uma cidade mais vegetal do que urbana. É uma das mais arborizadas do mundo, a que concentra a maior área verde em espaço urbano do país. Mata Atlântica nativa resguardada no Jardim Botânico e no Parque Arruda Câmara… Verde que aflora nos jardins dos pessoenses apaixonados pela natureza, nos canteiros espalhados pela cidade, nas palmeiras imperiais… Amarelo das acácias e dos ipês que alegram o centro com os incontáveis cachos de flores…
Passeio visual que se estende do Oceano Atlântico para o Rio Sanhauá. Do moderno, para o antigo, onde há lugar para o monumental e o sagrado. Patrimônio Histórico que remete a um tempo longínquo, onde se destacam os resquícios do Barroco presentes na arquitetura religiosa. A apresentação de uma nova gama de cores…
Do rio ao oceano, uma aquarela que há de alegrar os olhos do espectador enquanto houver um novo amanhecer, que aqui desponta mais cedo do que tantos outros. E é marca registrada da terceira cidade mais antiga do Brasil… (Texto: Clara Torres – agosto/2009 – Fotos: Secretaria de Comunicação de JP)















