Poucas – pouquíssimas – mortais podem usar sandálias rasteiras de dedo em eventos de gala, como os tapetes vermelhos. O que reforça ainda mais a presença de Charlize Theron na lista das mais bem-vestidas de Hollywood. A atriz apareceu bela em um wrap dress prateado Dior, combinando assim casualmente com sandálias no AFI Fest screening em Los Angeles. Ousada, não?
Get ShortlinkSabe quanto custa morar em um quarto-sala emTriBeCa, bairro nobre de New York City? Bem caro. Mais pecisamente $4,150 por mês. Bem salgado né? Pois é. Nem a socialite Olivia Palermo, mais conhecida pelo estereótipo Upper East Side que ela representa no reality show da MTV The City, parece que conseguiu pagar – e de acordo com o Gawker ela desistiu de Manhattan e se mudou para o DUMBO, um bairro popular do Brooklyn.
Closet de Olivia Palermo ocupa quase o apê inteiro.
Na TV, ela incorpora a Gossip Girl da vida real: rotina glamourosa trabahando para a Elle, idas para as festas mais hypadas, posando em desfiles de moda e sendo odiada pelos colegas de trabalho. Ah, a mudança para o apê de Tribeca ganhou destaque no Page Six: foi quando ela saiu da casa dos pais no Upper East Side pela primeira vez e exibiu a decoração do quarto-e-sala (mais closet digamos assim). As fotos exibem detalhes do décor – de muito bom gosto. Pena que ela teve que encaixotar. E em tempo: os pais da socialite devem ser osso duro de roer mesmo.
Hit do momento: babados. Adornando um blazer ou jaqueta de couro – como a de Jessica Biel – ou em formando cascatas em tops, os babados dão um toque romântico a qualquer peça.
Emily Blunt - noiva - também está numa fase romântica
A Semana da Moda Masculina literalmente agitou a cidade de Paris. O encerramento do desfile, no domingo (25), foi celebrado com muita curtição. O point dos fashionistas foi a festa pra lá de carregada “Club Sandwich”, que acontece uma vez por mês no “Club Neo”. Todo o batalhão fashion liberou geral na balada – deadlines foram para espaço — quando os deslumbrantes modelos, celebridades, drag queens e até mesmo estrelas de filme pornô caíram na pista. E quem não podia faltar numa noitada como essa era a polêmica cantora Lily Allen. E pelo visto a inglesa curtiu todas e mais pouco.
A garotinha da Disney cresceu e hoje desponta nas ruas de Los Angeles e mundo afora cheia de estilo: Hillary Duff aposta nas maxibolsas, lenços, acessórios e shortinho pra criar seu estilo casual-chic. Simplesmente adoro…
Adoráveis estes mini-vestidos que fazem parecer que se está literalmente vestindo arte. Verdadeiras obras primas em movimento são os modelos da Chloe Short. Leighton Meester (a Blair de Gossip Girl) usou da maneira mais audaciosa – colado ao corpo, ultra-curto e com uma bolsa que combinou perfeitamente –tanto o estilo quanto a cor.
A modelo americana Beth Ostrosky escolheu um Chloe similar. Particularmente gostei mais da Leighton, apesar de ser um look bem restrito às que tem um corpo literalmente perfeito e longilíneo.
Para quem quer entrar mais no mundo Sex and the City o New York Times tem uma página dedicada ao filme bem legal e completamente multimídia – tem vídeos com depoimentos, fotos e um vídeo que mostra uma repórter indo até a première do longa.
E no site da estilista do filme Patricia Field tem uma página dedicada a venda de produtos relacionados ao longa e ao seriado. Para todos os gostos e bolsos: artigos que vão de $14 a $3,200. O famoso vestido com a notória flor custa $398. Quem se habilita a sair pelas ruas assim?
Confesso – extremely embarrassed – que comecei pelo fim, ou pelo menos pelo que até agora parece ser o fim (até que venha o 2) – meu primeiro contato direto com Sex and The City foi através do filme. Já tinha lido (ou visto muitas fotos) nas revistas sobre as personagens, sobre o seriado, sobre as peripécias sexuais do quarteto de amigas e enquanto ainda morava nos EUA já tinha visto alguns episódios entrecortados, mas parar mesmo para conhecer a história foi com o filme. E apesar das críticas de pessoas que certamente conhecem mais sobre o enredo do que eu – gostei do que vi. Gostei mesmo.
As imagens do longa certamente passeiam através dos olhares femininos – tudo muito colorido, muito too much, muito fútil, muito caro – o que cá entre nós – é bom demais.
Nas mais de duas horas de duração a gente consegue esquecer que o mundo tem problemas tão assim mundanos. Os dramas parecem tão mais fáceis de serem resolvidos.
Mas então decidi voltar para o início e assistir o seriado lá atrás, no principio de tudo. Depois volto com mais reflexões, nem tão profundas assim…
Eu não sou especialista em Sex and The City e ele parece não ser em mulheres. Ele parece ter levado o espírito da série muito à sério. A gente não. Parece que os homens têm preconceito com as coisas/assuntos que fazem as mulheres se divertirem. E a gente realmente se diverte com o que vê nesse mundinho novaiorquino. Nada de levar à sério.
Trecho:
“Depois de breve pesquisa, descubro teorias interessantes sobre o fenômeno “Sexo e a Cidade”. Todas elas sublinham o mesmo ponto: “O sexo e a cidade” representou, na tv, um grito de libertação feminina, permitindo que as mulheres pudessem falar e comportar-se como os homens. A tese é interessante e, para além de interessante, claramente contraditória.
Primeiro, ela defende que a melhor forma das mulheres se “libertarem” passa por serem tão vulgares como os mais vulgares dos homens: nas conversas e nos comportamentos. Uma mulher “liberada” é, digamos, um homem com sapatos Manolo Blahnik.
Mas a ironia maior é que não há “libertação” alguma em “O Sexo e a Cidade”: assistindo intermitentemente ao filme (e relembrando as intermitências da série), só a Spice loira parece escapar aos sofrimentos típicos das fêmeas. Ela, pelo menos, é coerente, devorando macho atrás de macho sem sentimento de culpa. As restantes não se distinguem da minha bisavó, sofrendo com as inevitáveis tropelias dos homens. Elas são mulheres livres, com certeza e, no entanto, querem amarrar-se ao primeiro homem que encontram e idealizam. “O sexo e a cidade” não oferece a alegria libertadora das mulheres; oferece as lágrimas delas pelo Príncipe Encantado que, afinal, era um sapo. Não há coisa mais reacionária.
E não há coisa mais narcisista também. Porque se existe alguma originalidade em “O Sexo e a Cidade”, ela não está no sexo. Está, curiosamente, no amor. Na definição de um novo e patético tipo de amor para o século 21. Não é por acaso que a narradora da história confessa recorrentemente que partiu para Nova York em busca de grifes e de amor. A intenção revela o mesmo propósito e a mesma confusão: encarar objetos, ou pessoas, como uma forma de preencher o vazio. ”
Blá, blá, blá… Isso sim é conversa chata. Se vocês se irritam – até nas telas- com esses conflitos, o que se pode fazer? Imagine se fôssemos discutir aqui todas as nuances patéticas que envolvem o universo masculino? Tem certos momentos que a gente só quer ver roupas bonitas e mulheres que finalmente tem o direito de serem felizes – do jeito que tiverem vontade – mesmo que seja vivendo igual aos homens. E quer saber? Os personagens mais óbvios e que não fogem dos comportamentos típicos são os vividos por homens no filme.
E quem não viu ainda – não desanima – vale o ingresso e é diversão garantida. Aí vai o trailer como aperitivo.
Semana passada, Karl Lagergeld, Christian Lacroix, Jean Paul Gaultier e outros estilistas apresentaram suas coleções de alta-costura em na Semana de Moda em Paris (coleção outono).
Eis mais alguns relances do desfile da Dior. (Fotos by Jean-Luce Huré para The New York Times).