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Embalagens que valem mais que conteúdo… Outubro 18, 2009

Arquivado em: Design, Fashion, New York Times, News, World News — Clara Torres @ 7:36 pm
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“Never Mind What’s in Them, Bags Are the Fashion”, o NYTimes traz esse título, fazendo cobertura jornalística do mês mais consumista do ano – no país mais consumista do planeta.

Na Big Apple designers de Big Stores como Saks Fifth Avenue visionam “peças de arte moderna” e contratam renomados artistas gráficos para criá-las.

Na Lord & Taylor, os protótipos são manufaturados na Coréia, sob inspeção cuidadosa.

Um staff especial da Bergdorf Goodman mantêm reuniões secretas para as criações, que se estendem por até 9 meses, varando madrugadas.

O foco de toda essa correria não é a coleção de outono, nem da primavera: é o comércio das embalagens.

O que já foi um artigo humilde — usado para carregar compras para casa e para depois ser jogado no lixo, está se transformando em artigo de luxo.

Dos empórios mais classudos, às cadeias medianas, vendedores competem para fazer das mais duráveis, às mais modernas bags. E investem milhões de dólares em novos acessórios e materiais: do tipo de plástico, às alças mais resistentes.

Por trás dessa batalha aparentemente insignificante, uma ferramenta de publicidade poderosa: consumidores que caminham pelas ruas carregando anúncios ambulantes. As bags são transformadas em bolsas e reutilizadas por semana e até por meses: carregam as roupas para a lavanderia, os livros para a praia, o almoço para o escritório.

Mas só as melhores conseguem este feito. Então, aí está a razão da disputa acirrada das lojas em transformar embalagens em publicidade gratuita (e eficiente). A idéia é que essas bags se tornem duráveis e memoráveis, um acessório resplandecente no desenho urbano.

- Do ponto de vista jornalístico, uma interessante pauta para TV, principalmente no âmbito das grandes metrópoles, deve render imagens legais a invasão das bags pelas ruas, acredito que um fenômeno que já começa a se desenhar no Brasil. Apesar de nem se comparar ao que acontece nos EUA, é claro, em volume e qualidade (lá as embalagens são divinas, esteticamente mesmo muito bonitas, chamam mais atenção do que o conteúdo.

- Por outros pontos de vista, “consumismo desenfreado” e por aí vai, nem me atrevo a comentar, requer reflexões ambientais, políticas e sociológicas.

 

Comida – 101 receitas de saladas Julho 22, 2009

Arquivado em: Beleza, Comida, Food, Saúde — Clara Torres @ 2:09 pm
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Olha que ótimo – o NYTimes tem um artigo delicioso com 101 receitas de saladas para serem apreciadas neste verão (lá já é verão). Uma mistura de vegetais, frutas, seafood e especiarias que podem fazer um bem danado ao corpo. Já comecei a traduzir… A próxima etapa é experimentar, quem sabe uma por uma…

 

Café pode prevenir demência na velhice Janeiro 27, 2009

Sou – confessadamente e notadamente – completamente uma apaixonada e viciada por café. Meu primeiro pensamento ao acordar é naquela bela xícara de café… Meu presente de natal mais especial foi uma máquina de fazer expresso e cappuccino que ganhei da minha mãe. Ando para todos os lados com um copo térmico cheio do líquido precioso. Mesmo assim quando chega às 10 da manhã tenho que recorrer ao terrível cafezinho da empresa. Mas fazer o quê. Vício é vício. As pessoas vivem me dizendo que o café faz mal e quem sabe faz mesmo, mas adoro o efeito que ele provoca em mim – me deixa mais desperta – entretêm a minha ansiedade – e tamanha foi minha felicidade ao ler um artigo no NYTimes sobre recentes estudos que associado o consumo de café à diminuição do risco de demência na velhice. Bem se tal pesquisa estiver certa, pelo menos tenho boas chances de não ser demente no futuro.

Eis a reportagem (que ficou na posição de mais popular e mais comentada por quase 1 semana).

 

Nosso delicioso café pode ajudar a reduzir chances de demência no futuro

Nosso delicioso café pode ajudar a reduzir chances de demência no futuro

 

Beber café pode fazer mais do que apenas mantê-lo acordado. Um novo estudo sugere também um intrigante potencial ligado a saúde mental na velhice.  

Uma equipe de pesquisadores suecos e dinamarqueses monitorou o consumo de café em um grupo de 1.409 homens e mulheres de meia idade por cerca de 21 anos. Durante este tempo, 61 participantes desenvolveram demência, 48 com o Mal de Alzheimer.

Após o controle de inúmeros fatores socioeconômicos e de saúde, incluindo colesterol alto e pressão alta, os cientistas descobriram que sujeitos que declararam beber de três a cinco copos de café diariamente, apresentaram 65% menos probabilidade de desenvolver demência, comparado com aqueles que bebiam dois copos ou menos. Pessoas que bebiam mais do que cinco copos também tinham uma redução do risco de demência, os pesquisadores afirmam, mas não havia pessoas suficientes neste grupo para traçar estatisticamente conclusões significativas.

Dra. Miia Kivipelto, professora de neurologia do Instituto Karolinska em Estocolmo, principal autora do estudo, ainda não defende o consumo de café como medida preventiva a doença. “Este é um estudo observacional, ela disse, “nós não temos evidências de que as pessoas que não tomam café, ao começarem a beber terão o efeito de proteção.”

Dra. Kivipelto e seus colegas sugerem muitas possibilidades pelas quais o café pode reduzir o risco de demência no fim da vida. Primeiro estudos recentes ligam o consumo de café com a queda do risco de dois tipos de diabetes, que por sua vez, estão associados ao aumento do risco de demência. Em estudos com animais, a bebida se mostrou como uma redutora na formação de placas amilóides no cérebro, uma das indicações do Mal de Alzheimer. Finalmente, o café pode ter um efeito antioxidante na circulação do sangue, reduzindo fatores do risco vascular que levam a demência.

Dr. Kivipelto lembrou que estudos prévios mostraram que o consumo de café também pode estar ligado à redução do risco de Doença de Parkinson.

O novo estudo, publicado este mês no “The Journal of Alzheimer’s Disease” (“A revista do Mal de Alzheimer”) é raro, já que mais de 70% do grupo original de 2.000 pessoas selecionadas ao acaso para monitoração, estiveram disponíveis para reavaliação 21 anos depois. As informações alimentares foram coletadas no início do estudo, o que reduz a possibilidade de erros a partir do depoimento de pessoas que relatam imprecisamente o seu consumo. Mesmo assim, os autores reconhecem que os dados de qualquer relatório homogêneo estão sujeitos a erros.

 

Whitney Port e seu reality show “The City” Janeiro 26, 2009

New York é o cenário do reality show The City

New York é o "cenário" do reality show "The City"

Whitney Port, do pseudo-improvisado reality show, “The Hills”, está estrelando o mais novo programa do gênero da MTV, o “The City” (que não é exibido no Brasil e ainda não encontrei na internet, mas os episódios podem ser vistos – em inglês – no site da emissora).

Whitney Port - de Los Angeles para a Big Apple

Whitney Port - de Los Angeles para a Big Apple

“The Hills,” que recentemente concluiu sua quarta temporada, é uma etnografia dos jovens abastados que vivem em Hollywood e aspiram carreiras que “sociologistas de 50 anos atrás teriam designado para o mundo da ficção científica” (de acordo com crítica do NYTImes). Em The Hills, Whitney era uma espécie de bajuladora da “rainha dos canyons” Lauren Conrad, até que decidiu deixar Los Angeles e um trabalho numa companhia chamada People’s Revolution (onde ela usa fones de ouvido o tempo todo na produção de eventos), e se muda para New York para trabalhar como assistente de publicidade de Diane von Furstenberg.

Um trabalho que ela descreve logo no início de “The City” – a nova série sobre sua adaptação em Manhattan – como “a oportunidade de toda uma vida, única.”

Em “The Hills” a vida privada de Whitney era praticamente conduzida fora das câmeras, permitindo que ela passasse como uma proeminente e ambiciosa profissional. Não precisou mais do que o tempo de um estágio na “Teen Vogue” para que ela descobrisse o que mais queria fazer da vida: se tornar uma estilista.

Aspirante a uma carreira de estilista

Aspirante a uma carreira de estilista

Mas nas palavras do NYTimes, paradoxalmente, “Whitney agora se encontra na cidade da ambição, fazendo pouco mais do que namorar um estúpido cantor de rock australiano chamado Jay.” (…) “O trabalho de Whitney parece requerer apenas que ela apareça com bons sapatos, então ela leva muito tempo para lidar com a arrogância de Jay, e Jay leva muito tempo para lidar com cabelos tão volumosos que poderiam abrigar um pássaro”. (…) “The City” não é uma propaganda para New York, que “The Hills,” com sua sonhadora seqüência de abertura, é para Los Angeles. Lá parece estar os preconceitos da Costa Oeste em jogo, porque Manhattan é feita para parecer uma caixa e claustrofóbica, e pelo menos até agora, é evocada principalmente por imagens do industrializado distrito da noite. Apenas uma cena, de Whitney e Jay juntos, faz New York parecer como um lugar de possibilidades, e faz “The City” parecer como deveria, com um filme de Woody Allen, para pessoas que tropeçam em uma cópia do “The New York Review of Books” e imagina porque lá não há propagandas da Chanel”.

 

Ui, essa doeu.

Bem, só vi um capítulo de “The City” até agora e não acrescentou em nada, nem ao universo de New York e muito menos ao da moda. Então acho que deixa de realmente cumprir uma função e passa a ser mero entretenimento descartável.  

 

Madonna: Aerobic, not erotic. Novembro 26, 2008

Arquivado em: Celebridades, Fashion, Música, News, World News — Clara Torres @ 8:11 pm
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Madonna e sua turnê Stick and Sweet vem por aí e para aqueles sortudos que vão ter o prazer de assitir ao show da cantora pop mais famosa da atualidade, eis um relance do que podem esperar aqui:

O crítico musical do NYTimes, Jon Pareles, escreveu um artigo sobre a perfomance da cantora na primeira passagem pelos EUA, no Izod Center, em New Jersey.

Eis abaixo o artigo – e excelente texto. (Tradução e adaptação livre).

 

Aerobic, Not Erotic: O show enquanto exercício

 

“Tique-taque, tique-taque”, os backing vocal de Madonna cantam, enquanto telões e alto-falantes explodem para a vida no Izod Center. O tempo obceca Madonna em sua turnê Sticky and Sweet, que fez sua primeira parada Americana aqui no Sábado.

O tempo significa batida e ritmo – e isto significa a história pop encapsulada nos hits que Madonna vem fazendo desde 1982. Também significa o envelhecimento que ela desafia com exercícios físicos, mudanças na imagem (através do uso de cosméticos e de inovações nos cabelos e nas roupas) e ao que parece com cirurgia plástica.

Aos 50, Madonna não pode mais ser vista como uma ingênua clubland, uma rainha glamourosa de Hollywood, uma iconoclasta que rejeita a educação Católico-Romana ou uma provocateur excêntrica, e ela também não é nenhuma espécie de matrona ainda. O tempo tem ressaltado seus pontos centrais: a de profissional ambiciosa e batalhadora teimosa.

Já existiu uma sex symbol pop mais fria? Por todas as indicações em suas letras, Madonna sempre projetou mais a diligência e o cálculo do que a afeição. Ela trabalha; sua audiência vê e paga, e se transforma em outra conquista.

“Eu posso continuar andando através da noite,” ela insiste em “Heartbeat,” do seu mais novo álbum, “Hard Candy” (Warner Brothers), que fornece praticamente metade das músicas apresentadas no show. Este era o propósito: Lá estava ela, aos 50(!), pavoneando-se, empurrando seus dançarinos, até mesmo fazendo passos de double-Dutch jump-rope sem fazer confusão.  

Madonna construiu seu estrelato baseado em suas qualidades — seu ouvido para ganchos e batidas, sua visão, um profético senso fashion e um instinto para impulsionar novidades culturais —e o show Sticky and Sweet insiste, até exige que eles permaneçam tendo este efeito.

Ela infla o volume, acumula na batida e mistura o impossível de ser parado e o confuso, o eletrizante e o ridículo. A direção tem quatro seções temáticas: a pista de dança dos dias de hoje, a antiga escola, o extensivo grande mundo, e as aspirações políticas e espirituais (via pista de dança). Para grandes canções eletro de “Hard Candy” ela teve convidados hip-hop do álbum — Kanye West, e Pharrell Williams — atuando em elevadas telas de vídeo, dividindo o orgulhoso sentimento comercial de canções como “Candy Shop.”

A seção velha-escola teve como pano de fundo, personagens animados criados pelo artista Keith Haring, folheados através de elementos originais da cultura hip-hop — break dancing, D.J. scratching, double Dutch e graffiti — junto com um (incompreensível) pole dancing. Visto punk e hip-hop serem contemporâneos, Madonna também levantou a guitarra elétrica para uma versão punk-pop entusiástica de “Borderline.” Seus movimentos foram aeróbicos, não eróticos; em uma canção, outros dançarinos se apresentaram como se fossem personal trainers.

Então veio uma high-fashion, geograficamente misturada brincadeira internacional, enquanto dançarinos faziam movimentos de flamenco, tango, indianos e do Oriente Médio. A hispânica “La Isla Bonita” moveu-se para o Leste Europeu, enquanto Madonna lançava uma banda estilo Gypsy, com violino e acordeão. E isto a acompanhou na música que expôs sua voz: a balada “You Must Love Me,” com prolongadas notas tristes.

Madonna voltou para mensagens: um vídeo estilo save-the-world toperdeou suas boas intenções em excesso: justapondo John McCain com Hitler e Barack Obama com Gandhi.

Embora seu figurino e cabelo deixassem seu visual com jeito de personagem má de revista em quadrinhos dos anos 70, Madonna esteve próxima da inspiração, em uma versão carga de elétrons, de “Like a Prayer,” com rígidos professores religiosos ensinando, projetados no alto. Ela seguiu com toques de guitarra elevando versões de “Ray of Light” e, retornando às coisas terrestres, “Hung Up,” com um feedback final. Ela queria a velha credibilidade dos punks rebeldes.  

“Ninguém vai me parar,” Madonna proclama, e no seu final, “Give It 2 Me.” Mas quando o show termina, o último vislumbre de Madonna foi um close-up no vídeo de sua face suada, séria e exausta. Ela teve que trabalhar duro e mostrou isto.  

 

E-mais Sex and the City Julho 11, 2008

Para quem quer entrar mais no mundo Sex and the City o New York Times tem uma página dedicada ao filme bem legal e completamente multimídia – tem vídeos com depoimentos, fotos e um vídeo que mostra uma repórter indo até a première do longa.

E no site da estilista do filme Patricia Field tem uma página dedicada a venda de produtos relacionados ao longa e ao seriado.  Para todos os gostos e bolsos: artigos que vão de $14 a $3,200. O famoso vestido com a notória flor custa $398. Quem se habilita a sair pelas ruas assim?

 

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