
New York é o "cenário" do reality show "The City"
Whitney Port, do pseudo-improvisado reality show, “The Hills”, está estrelando o mais novo programa do gênero da MTV, o “The City” (que não é exibido no Brasil e ainda não encontrei na internet, mas os episódios podem ser vistos – em inglês – no site da emissora).

Whitney Port - de Los Angeles para a Big Apple
“The Hills,” que recentemente concluiu sua quarta temporada, é uma etnografia dos jovens abastados que vivem em Hollywood e aspiram carreiras que “sociologistas de 50 anos atrás teriam designado para o mundo da ficção científica” (de acordo com crítica do NYTImes). Em The Hills, Whitney era uma espécie de bajuladora da “rainha dos canyons” Lauren Conrad, até que decidiu deixar Los Angeles e um trabalho numa companhia chamada People’s Revolution (onde ela usa fones de ouvido o tempo todo na produção de eventos), e se muda para New York para trabalhar como assistente de publicidade de Diane von Furstenberg.
Um trabalho que ela descreve logo no início de “The City” – a nova série sobre sua adaptação em Manhattan – como “a oportunidade de toda uma vida, única.”
Em “The Hills” a vida privada de Whitney era praticamente conduzida fora das câmeras, permitindo que ela passasse como uma proeminente e ambiciosa profissional. Não precisou mais do que o tempo de um estágio na “Teen Vogue” para que ela descobrisse o que mais queria fazer da vida: se tornar uma estilista.

Aspirante a uma carreira de estilista
Mas nas palavras do NYTimes, paradoxalmente, “Whitney agora se encontra na cidade da ambição, fazendo pouco mais do que namorar um estúpido cantor de rock australiano chamado Jay.” (…) “O trabalho de Whitney parece requerer apenas que ela apareça com bons sapatos, então ela leva muito tempo para lidar com a arrogância de Jay, e Jay leva muito tempo para lidar com cabelos tão volumosos que poderiam abrigar um pássaro”. (…) “The City” não é uma propaganda para New York, que “The Hills,” com sua sonhadora seqüência de abertura, é para Los Angeles. Lá parece estar os preconceitos da Costa Oeste em jogo, porque Manhattan é feita para parecer uma caixa e claustrofóbica, e pelo menos até agora, é evocada principalmente por imagens do industrializado distrito da noite. Apenas uma cena, de Whitney e Jay juntos, faz New York parecer como um lugar de possibilidades, e faz “The City” parecer como deveria, com um filme de Woody Allen, para pessoas que tropeçam em uma cópia do “The New York Review of Books” e imagina porque lá não há propagandas da Chanel”.
Ui, essa doeu.
Bem, só vi um capítulo de “The City” até agora e não acrescentou em nada, nem ao universo de New York e muito menos ao da moda. Então acho que deixa de realmente cumprir uma função e passa a ser mero entretenimento descartável.